Cuidado com boatos e mentiras na Internet

“É importante que, tão logo uma empresa tome conhecimento de que estão circulando informações falsas pela Internet envolvendo o nome da instituição, seja colocado um aviso a respeito da fraude em seu website institucional, preferencialmente com algum destaque, para que os usuários possam verificar se a informação é verdadeira ou falsa de imediato”, orienta o advogado Marcel Leonardi, especializado em direito digital.

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Autor: Módulo Security Magazine
Fonte: Módulo Security Magazine

A divulgação de boatos e mentiras pela Internet, além de prejudicial aos que neles acreditam, pode trazer responsabilidade para quem os divulga. Ainda que, em muitos casos, as informações falsas circulem pela Internet por pura ingenuidade de quem as repassa a outros, o fato é que quem inventa e dissemina essas informações deliberadamente pode ser processado pelas vítimas da boataria e por quem tem o seu nome envolvido em tais mentiras.

Para Marcel Leonardi, advogado e autor do livro “Responsabilidade Civil dos Provedores de Serviços de Internet”, boa parte da culpa da circulação de boatos e mentiras pela Internet se deve à credulidade dos usuários. “Lamentavelmente, eles acreditam nas mensagens que recebem e, em lugar de verificar se correspondem à verdade, repassam as informações a terceiros, fazendo com que a informação falsa alcance ainda mais pessoas”, alerta.

O advogado lembra ainda que, para piorar, em alguns casos as informações falsas são acompanhadas de links para web sites contendo arquivos executáveis, que são disfarçados de fotos, promoções ou outras “vantagens” e que, na verdade, contêm vírus, cavalos-de-tróia ou outros programas maliciosos, capazes de obter senhas, dados bancários e outras informações pessoais do usuário.

“Nesse contexto, é importante que, tão logo uma empresa ou entidade tome conhecimento de que estão circulando informações falsas pela internet envolvendo o nome da instituição, seja colocado um aviso a respeito da fraude em seu website institucional, preferencialmente com algum destaque, para que os usuários possam verificar se a informação é verdadeira ou falsa de imediato, ou seja, tão logo visitem a página. Alguns bancos e grandes empresas de comércio eletrônico, atentos ao problema, já vem fazendo isto há algum tempo”, orienta.

Para finalizar, Marcel ressalta que é imprescindível que, nesses casos, as empresas também tentem, através dos caminhos legais, remover a informação falsa do local onde ela estiver hospedada, de forma a impedir a disseminação da fraude e, com isto, prevenir possíveis responsabilidades.